{"id":8,"date":"2017-02-08T15:24:17","date_gmt":"2017-02-08T15:24:17","guid":{"rendered":"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/?page_id=8"},"modified":"2024-01-25T16:48:53","modified_gmt":"2024-01-25T16:48:53","slug":"sulear-vs-nortear","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sulear.com.br\/beta3\/","title":{"rendered":"SULear vs NORTEar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Geopol\u00edtica SULeada sem perder boas ORIENTa\u00e7\u00f5es<\/strong><br \/>\n<strong> Tempo, espa\u00e7o, lugar e educa\u00e7\u00e3o<a href=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/english\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-310 size-full\" src=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/botao-english.jpg\" alt=\"\" width=\"108\" height=\"37\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SULear: uma nova leitura do mundo<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Marcio D\u2019Olne Campos<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SULear \u00e9 uma proposta iniciada nos anos 90 que tem como um dos objetivos contextualizar criticamente no Hemisf\u00e9rio Sul, as no\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas sobre orienta\u00e7\u00e3o espacial aqui ensinadas. Em geral, as t\u00e9cnicas tradicionais que usamos para nos situar no espa\u00e7o s\u00e3o importadas do Norte sem, nem ao menos, uma devida recontextualiza\u00e7\u00e3o. Por isso, vamos trabalhar nesse site com conceitos que v\u00e3o al\u00e9m do aspecto espacial (geogr\u00e1fico, cartogr\u00e1fico e astron\u00f4mico) que discutiremos inicialmente. Uma vez que Norte e Sul (como categorias socioculturais e econ\u00f4micas) transcendem a cartografia e a divis\u00e3o em dois Hemisf\u00e9rios, abordaremos tamb\u00e9m as consequ\u00eancias ideol\u00f3gicas e geopol\u00edticas das escolhas de orienta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SULear prop\u00f5e uma cr\u00edtica \u00e0 <u>colonialidade<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a><\/u>\u00a0configurada em diversas formas de domina\u00e7\u00e3o de saber e de poder. Estas v\u00eam sendo perpetuadas desde a \u201cdescoberta\u201d (ou inaugura\u00e7\u00e3o) das Am\u00e9ricas e posteriormente refor\u00e7adas pela moderniza\u00e7\u00e3o dos modos de vida, produ\u00e7\u00e3o e mercantiliza\u00e7\u00e3o. Em oposi\u00e7\u00e3o, queremos contribuir para o reconhecimento e a import\u00e2ncia da exist\u00eancia de diferentes consci\u00eancias identit\u00e1rias, assim como para os processos de comunica\u00e7\u00e3o e cogni\u00e7\u00e3o. Imp\u00f5e-se que tais processos sejam marcados pela reciprocidade e pelo respeito \u00e0 diversidade sociocultural de todas as popula\u00e7\u00f5es sobre o globo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cabe-nos pensar um SUL livre de hegemonias e de domina\u00e7\u00f5es de poder e de saber, um SUL que consiga produzir uma consci\u00eancia cr\u00edtica e que tamb\u00e9m se torne desenvolvedor de a\u00e7\u00f5es importantes para popula\u00e7\u00f5es que vivem em condi\u00e7\u00f5es subalternas. Tais condi\u00e7\u00f5es existem at\u00e9 mesmo no Hemisf\u00e9rio Norte, que em geral \u00e9 representado como hemisf\u00e9rio superior na grande maioria dos globos terrestres e mapas-m\u00fandi dispon\u00edveis no mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Discuss\u00f5es sobre as dualidades e oposi\u00e7\u00f5es relacionadas a esta introdu\u00e7\u00e3o aparecer\u00e3o ao longo do site. Em particular, nosso amigo e antrop\u00f3logo mexicano Mariano Baez enfatizar\u00e1 uma discuss\u00e3o sobre aspectos geopol\u00edticos em seu em seu texto \u201cBuscando um Norte \u00e0s avessas\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Procuraremos tamb\u00e9m desenvolver h\u00e1bitos de observar e \u201cescavar\u201d criticamente alguns fen\u00f4menos, modos de pensar, fazer e agir, muitas vezes origin\u00e1rios de outros contextos naturais e sociais, assim como estranhos aos nossos modos de viver e ler-o-mundo. H\u00e1bitos e fen\u00f4menos, ou modos de agir e pensar que foram enraizados de tal forma que nos condicionam a aceitarmos sem profunda reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre a que \u00e9 \u201cimportado\u201d. Assim, vivemos com saberes e fazeres estrangeiros como se eles estivessem prontos para integrar o dia-a-dia do nosso ambiente natural e social. Mais adiante, discutiremos sobre a import\u00e2ncia das dire\u00e7\u00f5es de orienta\u00e7\u00e3o espacial que decorrem dos pontos cardeais e dos artefatos usados para encontr\u00e1-los.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como proposta geral, SULear \u00e9 refletir e agir sobre isso, \u00e9 insistir numa releitura cr\u00edtica do mundo, onde, por exemplo, os globos terrestres e mapas nos quais o Sul sempre aparece do lado de baixo &#8211; no Hemisf\u00e9rio \u201cinferior\u201d. Devemos, portanto, nos dedicar a esmiu\u00e7ar o nosso entorno e, em lugar de aceitar tacitamente o que nos \u00e9 ou foi ensinado. \u00c9 preciso problematizar. Devemos criar problemas durante nossa leitura do mundo, mesmo quando a solu\u00e7\u00e3o parece evidente. \u00c9 fundamental que sempre se pense sobre o \u00f3bvio que n\u00e3o foi pensado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Voc\u00ea vai encontrar algumas destas quest\u00f5es ao longo do site e em particular na se\u00e7\u00e3o \u201c<strong>Curtas<\/strong>\u201d. Por hora, sigamos SULeando-nos com os pontos cardeais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> <u>Colonialidade:<\/u>\u00a0Edgardo Lander, A colonialidade do saber: eurocentrismo e ci\u00eancias sociais. Perspectivas latino-americanas, CLACSO, Buenos Aires, 2005 (278 pags)\u00a0<a href=\"http:\/\/biblioteca.clacso.edu.ar\/ar\/libros\/lander\/pt\/lander.html\">http:\/\/biblioteca.clacso.edu.ar\/<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"tx_2\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/english\/#tx_2\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-310 size-full\" src=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/botao-english.jpg\" alt=\"\" width=\"108\" height=\"37\" \/><\/a>SULear vs NORTEar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>ORIENTa\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde as civiliza\u00e7\u00f5es mais antigas, os humanos contemplaram e se guiaram pelos astros para marcar o tempo, assim como para sua organiza\u00e7\u00e3o social (governo, ca\u00e7a e coleta, agricultura, rituais), para a navega\u00e7\u00e3o e para outras finalidades. Sempre existiu tamb\u00e9m a necessidade de percep\u00e7\u00e3o espa\u00e7o-temporal e orienta\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">ORIENTar-se no planeta Terra \u00e9 saber, de modo aproximado, localizar um dos pontos cardeais na dire\u00e7\u00e3o do ORIENTE ou do nascer do Sol: o LESTE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para se situar ou se guiar, em geral, indistintamente nos dois Hemisf\u00e9rios \u00e9 ensinado que se deve partir do sol nascente. Ao contr\u00e1rio, para a noite, se recorre a diferentes estrelas em cada um dos hemisf\u00e9rios. \u00c9 neste ponto que aparecem tens\u00f5es entre o ensinado e o que pode ser observado em cada um dos hemisf\u00e9rios, como discutiremos a seguir.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estando na metade Norte do Planeta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong>No Norte aponta-se a m\u00e3o direita para o lado do Sol nascente que \u00e9 o lado LESTE. Com isso, no plano do horizonte, s\u00e3o associadas as outras tr\u00eas dire\u00e7\u00f5es perpendiculares ou os outros pontos cardeais: Norte, Oeste (ou W) e Sul. Esta regra nos coloca de frente para o Norte concretizando assim os atos de ORIENTAr-se e NORTEar-se. Se estivermos \u00e0 noite no Hemisf\u00e9rio <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-9 alignright\" src=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/nort.jpg\" alt=\"\" width=\"269\" height=\"211\" \/>Norte, a dire\u00e7\u00e3o Norte se confirma ao enxergarmos a Estrela Polar quase coincidente com o ponto em que o eixo polar da Terra (S-N) \u201cfura\u201d o c\u00e9u. Este \u00e9 o Polo Norte Celeste (PNC) que justifica o nome atribu\u00eddo \u00e0 estrela. A partir da\u00ed, apontando-se para a Polar, baixa-se a m\u00e3o at\u00e9 o horizonte para encontrar a dire\u00e7\u00e3o do norte geogr\u00e1fico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estando na metade Sul do Planeta<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c0 noite, no Hemisf\u00e9rio Sul, n\u00e3o se v\u00ea a Estela Polar, pois ela est\u00e1 sempre abaixo do horizonte. Recorre-se ent\u00e3o \u00e0 constela\u00e7\u00e3o do Cruzeiro do Sul que devido \u00e0 rota\u00e7\u00e3o da Terra, circula em torno do Polo Sul Celeste (PSC) e apresenta sempre o bra\u00e7o maior da cruz apontando para o centro do c\u00edrculo, o PSC. A partir deste ponto define-se no horizonte a <u>dire\u00e7\u00e3o do sul geogr\u00e1fico<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[1]<\/a><\/u>. Este ato \u2013 apropriado ao Hemisf\u00e9rio Sul &#8211; \u00e9 o de SULear-se. \u00c9 evidente que desta refer\u00eancia noturna, tamb\u00e9m se pode deduzir os outros pontos cardeais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nota-se que para observarmos o Cruzeiro do Sul devemos olhar para o Sul, mas para que esta observa\u00e7\u00e3o seja poss\u00edvel estaremos com o nosso lado esquerdo voltado para o Leste, Oriente. Desta forma, para situar e adequar nossas orienta\u00e7\u00f5es ao Hemisf\u00e9rio Sul, a regra pr\u00e1tica do nascer do Sol deve ser alterada. Nesse caso, apontando agora o bra\u00e7o esquerdo para o lado do nascer do Sol, teremos enfim, o Sul \u00e0 nossa frente permitindo, coerentemente, ver o Cruzeiro do Sul \u00e0 noite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-10 alignright\" src=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/sule.jpg\" alt=\"\" width=\"266\" height=\"266\" srcset=\"https:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/sule.jpg 266w, https:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/sule-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 266px) 100vw, 266px\" \/>Assim, dia e noite, servimo-nos do mesmo esquema corporal (FIGURA 2). Est\u00e1, assim, reestabelecida a coer\u00eancia entre, por um lado, o que se observa dia e noite no Sul e, por outro lado, as regras pr\u00e1ticas de orienta\u00e7\u00e3o que deveriam ser ensinadas nas escolas. Deste modo, estas regras deixariam de serem aquelas \u201cimportadas\u201d e impr\u00f3prias para o Hemisf\u00e9rio Sul, apresentadas e impressas nos livros did\u00e1ticos publicados &#8211; pelo menos no Brasil.<\/p>\n<div id=\"attachment_113\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.cdcc.sc.usp.br\/cda\/ensino-fundamental-astronomia\/parte1a.html\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-113\" class=\"wp-image-113 size-medium\" src=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Picture1-300x178.png\" width=\"300\" height=\"178\" srcset=\"https:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Picture1-300x178.png 300w, https:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Picture1.png 346w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-113\" class=\"wp-caption-text\">http:\/\/www.cdcc.sc.usp.br\/cda\/ensino-fundamental-astronomia\/parte1a.html<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando est\u00e1 mais alto na sua passagem pelo meridiano S-N, o Cruzeiro do Sul (CS) indica diretamente a dire\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica sul como aparece na posi\u00e7\u00e3o central (figura ao lado). Neste caso, o prolongamento do bra\u00e7o maior da cruz intercepta a dire\u00e7\u00e3o do sul geogr\u00e1fico no horizonte. Como essa posi\u00e7\u00e3o \u00e9 um caso particular da circula\u00e7\u00e3o do CS, para entender o SULeamento em geral, teremos primeiro que determinar a posi\u00e7\u00e3o do Polo Sul Celeste (PSC).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 sabido que o PSC est\u00e1 a uma dist\u00e2ncia de 4,5 vezes o comprimento do bra\u00e7o maior da cruz contado a partir da estrela mais brilhante no p\u00e9 da cruz (\u03b1 Crucis ou Estrela de Magalh\u00e3es). Com o bra\u00e7o esticado e usando os dedos polegar e o indicador para incluir o comprimento do bra\u00e7o maior, alinha-se prolongando por quatro vezes e meia essa dist\u00e2ncia a partir de \u03b1 <em>Crucis<\/em> encontrando o PSC.<\/p>\n<div id=\"attachment_114\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-GB5jG2xYdwk\/U0brbdO70yI\/AAAAAAAAJh8\/NnyZYTd6UKw\/s1600\/400px-Pole01-eng.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-114\" class=\"wp-image-114 size-medium\" src=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Picture2-300x236.png\" width=\"300\" height=\"236\" srcset=\"https:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Picture2-300x236.png 300w, https:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Picture2.png 368w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-114\" class=\"wp-caption-text\">http:\/\/2.bp.blogspot.com\/<\/p><\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro m\u00e9todo, sabe-se que o bra\u00e7o menor do CS assim como as duas estrelas (\u03b1 e \u03b2 <em>Centauri<\/em>) que seguem atr\u00e1s dele, situam-se no mesmo c\u00edrculo imagin\u00e1rio j\u00e1 referido cujo centro \u00e9 o PSC. Basta imaginar as mediatrizes dessas duas semirretas se prolongando que seu cruzamento ocorrer\u00e1 no centro do c\u00edrculo, ou seja, o PSC .<\/p>\n<div id=\"attachment_115\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-KbU4j1kSA_I\/U0bumL4i9VI\/AAAAAAAAJiU\/Qly94KLDHvw\/s1600\/southernCross_beletsky750.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-115\" class=\"wp-image-115 size-medium\" src=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Picture3-300x199.png\" width=\"300\" height=\"199\" srcset=\"https:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Picture3-300x199.png 300w, https:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/Picture3.png 370w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-115\" class=\"wp-caption-text\">http:\/\/2.bp.blogspot.com\/<\/p><\/div>\n<p>A figura acima mostra a foto do CS acompanhado por \u03b1 e \u03b2 <em>Centauri<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[1]<\/a> <u>Dire\u00e7\u00e3o do sul geogr\u00e1fico:<\/u>\u00a0Pode-se imaginar que as duas estrelas do bra\u00e7o menor da cruz situam-se num c\u00edrculo conc\u00eantrico ao PSC. Nessa circula\u00e7\u00e3o, precedem essas duas estrelas outras duas que s\u00e3o alfa e beta da constela\u00e7\u00e3o Centauro (\u03b1 e \u03b2 <em>Centauri<\/em>). Se imaginarmos as mediatrizes dos segmentos de retas que unem essas duplas de estrelas, estas v\u00e3o se encontrar justamente no PSC. Da\u00ed, apontando-se e baixando o bra\u00e7o at\u00e9 o horizonte teremos o Sul geogr\u00e1fico.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.casadaciencia.ufrj.br\/cienciaparapoetas\/Astronomia\/Tuparetama\/arqueoastronomia\/arquivos\/44.html\">http:\/\/www.casadaciencia.ufrj.br\/<\/a><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.comciencia.br\/reportagens\/espaco\/espc11.htm\">http:\/\/www.comciencia.br\/<\/a> (2001)<br \/>\nObservat\u00f3rio Dietrich Schiel \u2013 Centro de Divulga\u00e7\u00e3o de Astronomia &#8211; <a href=\"http:\/\/www.cdcc.usp.br\/cda\">http:\/\/www.cdcc.usp.br\/cda<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#2\" name=\"2\"><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O SUL e as reconquistas de seus referentes<a href=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/english\/#tx_3\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-310 size-full\" src=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/botao-english.jpg\" alt=\"\" width=\"108\" height=\"37\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0As rela\u00e7\u00f5es sociedade\/natureza, Norte\/Sul e c\u00e9u\/terra, assim como a hegemonia do Hemisf\u00e9rio Norte, integram algumas das discuss\u00f5es presentes neste site. Na constru\u00e7\u00e3o e\/ou refor\u00e7o de uma identidade relativa aos que vivem no Hemisf\u00e9rio Sul \u00e9 muito importante buscarmos nossos referentes, ou seja, tudo aquilo que nos diz respeito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Essa busca por referentes pr\u00f3prios do Hemisf\u00e9rio Sul tem motivado diversas e importantes manifesta\u00e7\u00f5es. Uma delas \u00e9 a \u201cEscola do Sul\u201d, proposta de uma pelo artista e intelectual uruguaio Joaquin Torres Garcia (1874-1949). Bem ilustrado abaixo pelo <u>mapa invertido<\/u><a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\"><u>[1]<\/u><\/a>\u00a0desenhado por\u00a0este autor, \u00e9 exemplar o trecho que o acompanha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[1]<\/a>\u00a0<u>Mapa invertido<\/u><br \/>\nA Austr\u00e1lia constitui um importante centro de refer\u00eancia para os mapas invertidos (upside-down maps), os quais tiveram alguma difus\u00e3o entre n\u00f3s atrav\u00e9s dos mapas-m\u00fandi com base na \u201cProje\u00e7\u00e3o de Peters\u201d. Estes, n\u00e3o s\u00f3 mostravam as \u00e1reas reais das superf\u00edcies dos continentes sobre a Terra, como tamb\u00e9m foram editados invertendo as tradicionais posi\u00e7\u00f5es do Norte e do Sul (Campos 2016). Nesses casos, se algu\u00e9m disser que o mapa est\u00e1 de cabe\u00e7a para baixo ou de ponta-cabe\u00e7a, estar\u00e1 colocando a \u201ccabe\u00e7a\u201d no Norte.\u00a0 Com isso, se o normal seria a cabe\u00e7a\/pensamento no Norte e em cima, poder\u00edamos imaginar que os saberes e pr\u00e1ticas escorridos para o Sul (inferior) fossem \u201cengolidos\u201d sem que se pensasse no contexto local. Seguem-se refer\u00eancias.<br \/>\n&#8211; South-up map orientation<br \/>\n<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/South-up_map_orientation\">https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/South-up_map_orientation<\/a><br \/>\n&#8211; North\u2013South divide<br \/>\n<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/North%E2%80%93South_divide\">https:\/\/en.wikipedia.org\/<\/a><br \/>\n&#8211; The Upsidedown Map Page<br \/>\nIt needn\u2019t be a Eurocentric world<br \/>\n<a href=\"https:\/\/www.flourish.org\/upsidedownmap\/\">https:\/\/www.flourish.org\/upsidedownmap\/<\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p><a name=\"tx_2\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A Escola do Sul \u2013\u00a0<em>La Escuela del Sur<br \/>\n<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Joaquin Torres Garcia (1935)<\/p>\n<div id=\"attachment_6\" style=\"width: 222px\" class=\"wp-caption alignright\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-6\" class=\"wp-image-6 size-medium\" src=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/image002-1-212x300.gif\" width=\"212\" height=\"300\" \/><p id=\"caption-attachment-6\" class=\"wp-caption-text\">Mapa invertido da Am\u00e9rica &#8211; Joaqu\u00edn Torres Garc\u00eda Fonte: TORRES-GARC\u00cdA, 1935<\/p><\/div>\n<p>&#8220;Uma importante escola de arte teve que ser criada aqui em nosso pa\u00eds. Digo sem nenhuma hesita\u00e7\u00e3o: aqui em nosso pa\u00eds. E tenho mil raz\u00f5es para afirm\u00e1-lo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Disse Escola do Sul, porque em realidade, nosso norte \u00e9 o sul. N\u00e3o deve haver norte, para n\u00f3s, a n\u00e3o ser por oposi\u00e7\u00e3o ao nosso Sul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por isso, agora colocamos o mapa ao inverso e ent\u00e3o temos justa ideia da nossa posi\u00e7\u00e3o, e n\u00e3o como querem no resto do mundo. A ponta da Am\u00e9rica, desde j\u00e1, prolongando-se, assinala insistentemente o Sul, nosso norte. Igualmente a nossa b\u00fassola: inclina-se imperdoavelmente sempre para o Sul, para o nosso polo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os navios, quando partem daqui, descem, n\u00e3o sobem como antes, a fim partirem para o norte. Porque o norte agora est\u00e1 abaixo. O nascer, posicionando-nos de frente para o nosso sul, est\u00e1 \u00e0 nossa esquerda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta retifica\u00e7\u00e3o era necess\u00e1ria; por isso agora sabemos onde estamos (&#8230;)\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Campos 2016, p.223)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\n<p>CAMPOS, M. D. Por que SULear? Astronomias do Sul e culturas locais. <em>In<\/em> <strong>Perspectivas Etnogr\u00e1ficas e Hist\u00f3ricas sobre as Astronomias<\/strong>, Priscila Faulhaber, Luiz C. Borges (Orgs.), Anais do IV Encontro Anual da SIAC. Rio de Janeiro: Museu de Astronomia e Ci\u00eancias Afins (MAST), 2016, p. 215-240. <a href=\"http:\/\/www.mast.br\/publicacoes_do_mast.html#letra_p\">http:\/\/www.mast.br\/publicacoes_do_mast.html#letra_p<\/a>. Acesso em 1 nov 2016.<\/p>\n<p>TORRES-GARCIA, Joaqu\u00edn, <strong>The School of the South<\/strong> (Uruguay, February 1935). In: RAM\u00cdREZ, Mari Carmen. (Ed.). <strong>El Taller Torres-Garc\u00eda: the School of the South and its legacy<\/strong>. Austin: University of Texas Press, 1992 p 53-57.<\/p>\n<p><a href=\"#portugues\" name=\"portugues\"><\/a><\/p>\n<p><a href=\"#3\" name=\"3\"><\/a><\/p>\n<hr \/>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Buscando um Norte \u00e0s avessas <a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[1]<\/a><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong><a href=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/buscando-un-norte-de-cabeza\/\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-126 size-full\" src=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/13-1.png\" width=\"108\" height=\"37\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/english\/#tx_5\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-310 size-full\" src=\"http:\/\/sulear.com.br\/beta3\/wp-content\/uploads\/2017\/03\/botao-english.jpg\" alt=\"\" width=\"108\" height=\"37\" \/><\/a><br \/>\n<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\"><\/a><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #ffffff;\">.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Mariano Baez<\/strong><br \/>\nAntrop\u00f3logo<br \/>\nCIESAS Golfo, Xalapa, MX<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conhecimento que se produz a partir dos pa\u00edses centrais parte de um norte situado na metade superior do globo, o qual muitas vezes \u00e9 aceito sem uma reflex\u00e3o adequada e sobretudo, sem tomar em conta a diversidade das realidades locais, a pr\u00e1tica cotidiana de seus territ\u00f3rios e suas culturas. Os referentes criados por vis\u00f5es e ideologias do Norte em dire\u00e7\u00e3o ao Sul envolvem aspectos raciais, \u00e9tnicos, religiosos, sociais e econ\u00f4micos cujo texto do fil\u00f3sofo argentino Arturo Andr\u00e9s Roig <a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[2]<\/a>(2002) atesta essa import\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Existem e se afirmam as desigualdades marcadas pela polaridade entre os dois Hemisf\u00e9rios. Os globos terrestres s\u00e3o artefatos constru\u00eddos a partir da verticalidade do Norte com o mundo, por isso se instala neles uma base ou p\u00e9 que n\u00e3o faz sentido se n\u00e3o o de enfatizar a posi\u00e7\u00e3o superior do Norte, de tal modo que os que habitam no Hemisf\u00e9rio Sul aparecem numa posi\u00e7\u00e3o inferior, \u201cabaixo\u201d do Equador <a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[3]<\/a> <a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[4]<\/a>. O projeto e constru\u00e7\u00e3o de museus \u201cnortistas\u201d sobre as culturas do Sul \u00e9 testemunha de uma vis\u00e3o vertical e racista, que se evidencia no caso das produ\u00e7\u00f5es museogr\u00e1ficas concebidas a partir de um modelo de curadoria compartilhada, do qual se pode constatar a import\u00e2ncia e a necessidade de se adotar um ponto de vista diferente no projeto e fun\u00e7\u00e3o do trabalho museogr\u00e1fico que tenha como ponto de partida a vis\u00e3o dos pr\u00f3prios povos e suas culturas na concep\u00e7\u00e3o e montagem de suas pr\u00f3prias exposi\u00e7\u00f5es. Os mexicanos num outro exemplo falam de um Norte \u00e0s avessas quando se referem como \u201cnorteada\u201d \u00e0 pessoa desorientada, que perdeu o rumo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O SUL n\u00e3o \u00e9 somente um referente hist\u00f3rico e geogr\u00e1fico, mas pode converter-se numa ferramenta para produzir conhecimentos diferentes e rela\u00e7\u00f5es sociais, interculturais, sim\u00e9tricas, emancipadoras dentro da diversidade humana. Construir esse SUL, evitando qualquer tipo de hegemonia e rela\u00e7\u00f5es de poder, implica pensar para al\u00e9m das etnias, as culturas, as ra\u00e7as, as religi\u00f5es, as fronteiras e conviver com a grande diversidade humana. Pensamos um SUL que n\u00e3o s\u00f3 localiza povos inteiros geograficamente, como tamb\u00e9m engloba aqueles que vivem numa condi\u00e7\u00e3o marginal e subalterna dentro do pr\u00f3prio Hemisf\u00e9rio Norte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SULear \u00e9 uma proposta para pensar e representar o mundo de forma diferente, alternativa \u00e0 hegemonia global dos Nortes raciais, \u00e9tnicos, geogr\u00e1fico-pol\u00edticos e\u00a0econ\u00f4micos que t\u00eam constru\u00eddo muros fronteiri\u00e7os que separam as pessoas, no lugar de pontes que as permitam transitar, comunicar-se y conviver. As fronteiras s\u00e3o territ\u00f3rios de interc\u00e2mbio cultural altamente din\u00e2micos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para poder SULear, isto \u00e9, tra\u00e7ar trajet\u00f3rias interculturais e inter\u00e9tnicas procurando referentes n\u00e3o hegem\u00f4nicos, emancipadores e que fomentem reconhecimento, respeito e conviv\u00eancia entre TODOS os mundos poss\u00edveis, s\u00e3o necess\u00e1rias novas formas de pensar que \u201cponham o mundo \u00e0s avessas\u201d e se reconhe\u00e7am todos os SUIS poss\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>SULear SULeando<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SULear, em consequ\u00eancia, nos leva a promover rela\u00e7\u00f5es culturais basicamente interculturais e inter\u00e9tnicas que procurem a negocia\u00e7\u00e3o entre diversas estrat\u00e9gias de controle cultural (Bonfil 1991) {10} que se expressaram originalmente sob tens\u00e3o e com um grau de assimetria cuja origem est\u00e1 na natureza mesma das rela\u00e7\u00f5es sociais no capitalismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SULear n\u00e3o \u00e9 mediar e\/ou traduzir as rela\u00e7\u00f5es entre contextos culturais e mentais diferentes. \u00c9 montar processos comunicativos abertos, francos, transparentes e amig\u00e1veis que garantam a conviv\u00eancia baseada no respeito \u00e0 diversidade humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">SULear \u00e9 uma proposta para pensar e representar o mundo de forma diferente, alternativa \u00e0 hegemonia global dos Nortes culturais, raciais, geogr\u00e1fico-pol\u00edticos, econ\u00f4micos e verticais. N\u00e3o \u00e9 uma comemora\u00e7\u00e3o dos oprimidos, nem uma vitimiza\u00e7\u00e3o dos despossu\u00eddos, \u00e9 um convite a celebrar uma globaliza\u00e7\u00e3o horizontal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Rio de Janeiro, RJ mar\u00e7o de 2016<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">(Tradu\u00e7\u00e3o livre de Marcio D\u2019Olne Campos)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify; padding-left: 60px;\"><strong>Notas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[1]<\/a> Texto a partir de gratas conversa\u00e7\u00f5es entre Mariano B\u00e1ez Landa (CIESAS, M\u00e9xico), Marcio D&#8217;Olne Campos (UNIRIO, Brasil) y Luis Carlos Borges (MAST, Brasil).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[2]<\/a>\u00a0Roig, Arturo Andr\u00e9s. \u201cPensar la mundializaci\u00f3n desde el sur\u201d, en Huellas : b\u00fasquedas en artes y dise\u00f1o, N\u00ba 2, pp. 15- 20. Direcci\u00f3n URL del art\u00edculo: <a href=\"http:\/\/bdigital.uncu.edu.ar\/objetos_digitales\/1271\/roighuellas2.pdf\">http:\/\/bdigital.uncu.edu.ar\/<\/a>\u00a0(Acceso en13\/03\/16).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[3]<\/a>\u00a0Benedetti,Mario \u201cEl Sur tambi\u00e9n existe\u201d <a href=\"http:\/\/www.poemas-del-alma.com\/mario-benedetti-el-sur-tambien-existe.htm\">http:\/\/www.poemas-del-alma.com\/<\/a> (Acceso en 13\/3\/2016)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[4]<\/a> Campos M. D. <em>SURear, NORTEar Y ORIENTar: Puntos de vista desde los hemisferios, la hegemon\u00eda y los Ind\u00edgenas<\/em>, cap\u00edtulo 33 In <strong>Practicas Otras de Conocimiento(s): Entre crisis, entre guerras<\/strong>, X\u00f3chitl Leyva et al. (orgs), Cooperativa Editorial Retos, San Crist\u00f3bal de Las Casas, Chiapas, M\u00e9xico. 2015. Pp. 433 \u2013 458.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Campos M.D.\u201cSULear vs NORTEar: Representa\u00e7\u00f5es e apropria\u00e7\u00f5es do espa\u00e7o entre emo\u00e7\u00e3o, empiria e ideologia\u201d. S\u00e9rie Documenta, a\u00f1o VI, n\u00fam. 8. EICOS, C\u00e1tedra UNESCO de Desenvolvimento Dur\u00e1vel, UNIRIO, R\u00edo de Janeiro, 1997 pp. 41-70, <a href=\"http:\/\/www.sulear.com.br\/texto03.pdf\">http:\/\/www.sulear.com.br\/texto03.pdf<\/a> acceso em 14-03-2016<\/p>\n<p><a href=\"#top\">Voltar para o topo<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Geopol\u00edtica SULeada sem perder boas ORIENTa\u00e7\u00f5es Tempo, espa\u00e7o, lugar e educa\u00e7\u00e3o SULear: uma nova leitura do mundo Marcio D\u2019Olne Campos SULear \u00e9 uma proposta iniciada nos anos 90 que tem como um dos objetivos contextualizar criticamente no Hemisf\u00e9rio Sul, as &hellip; <a href=\"https:\/\/sulear.com.br\/beta3\/\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-8","page","type-page","status-publish","hentry"],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v24.8.1 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>SULear vs NORTEar - Sulear<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/sulear.com.br\/beta3\/\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"SULear vs NORTEar - Sulear\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Geopol\u00edtica SULeada sem perder boas ORIENTa\u00e7\u00f5es Tempo, espa\u00e7o, lugar e educa\u00e7\u00e3o SULear: uma nova leitura do mundo Marcio D\u2019Olne Campos SULear \u00e9 uma proposta iniciada nos anos 90 que tem como um dos objetivos contextualizar criticamente no Hemisf\u00e9rio Sul, as &hellip; 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